Conceição Fonte de Inspiração


O sobe e desse nas escadarias e nas ladeiras de acesso ao morro é frenético. Faça chuva ou um sol escaldante, lá estão eles; os fiéis, os penitentes, os romeiros, os pagadores de promessas, há espaço até mesmo para os curiosos e turistas.

Há os que vão pedir uma graça, outros agradecer uma já recebida, há também os que vão se divertir e aproveitar o feriado no Recife, e entre uma latinha e outra, um petisco e outras iguarias empoeiradas que se espalham por toda parte desde o pé do morro até os pés da Santa, vão ‘consagrando’ o dia santo.
Desde a sua instauração em 1974 têm sido assim. A Capela de Nossa Senhora da Conceição do Morro atrai milhares de fiéis vindos de todos os lados.

E o seu poder de ‘atração’ vem desde antes da edificação da capela. Na década de 70 o Morro de Casa Amarela fora habitado por ex-moradores das áreas ribeirinhas do rio Capibaribe, no Recife, que fugiam das enchentes refugiando-se nos montes da cidade.

Era como se a Rainha da águas, como é conhecida na religião afro-brasileira, estivesse preparando seu próprio santuário. Como se ela previsse que milhares viriam ao seu encontro muito em breve, todos esses em busca de suas graças, em busca de seus dons de Mãe.

E diante de tantos apelos que chegam desde então até ela, surgiu uma nova legião – essa visa atender as necessidades dos fiéis e também gozar das graças promovidas pela padroeira do Morro de Casa Amarela.
Entre tantas heranças deixadas pelos portugueses, a crença na virgem da Conceição é para a maioria dos pernambucanos algo grandioso. Afinal se trata da comemoração religiosa mais tradicional do estado.

E a tradição vai além das missas realizadas no pátio da igreja, das rezas, dos terços, das confissões, segue-se nas fitinhas amarradas no braço e nos tornozelos, das replicas de gesso, vendidas aos montes para enfeitar santuários domésticos ou presentear entes queridos e amigos.

Têm também as camisetas estampadas com a imagem da Santa, os canudos enormes de papel recheados de balas de açúcar com sabor de erva-doce, velas, flores, e uma infinidade de artigos e souvenir que não permitem a ninguém sair de mãos vazias nas semanas que antecedem e no próprio dia 8 de dezembro.

Assim é a Festa do Morro, em Casa Amarela, Recife. Todos movidos pela fé. Seja qual for à maneira de expressa-lá, todos tem apenas um desejo: Aliviar seus fardos sob os olhos de Conceição.


Por Gláucia Bruce

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Uma resposta para “Conceição Fonte de Inspiração

  1. Gostei muito dos argumentos usados!Não é pq é minha amiga não, mas essa moça vai longe!!!!

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